Morreu o Velho Guardião!

O Sol nasceu e o velho guardião morreu. Seu corpo foi ao chão e o tempo não chorou. O estrondo da sua queda ecoou pela rua, mas ninguém notou. Ninguém ouviu. Levaram ele ao chão, sem dó e nem piedade, sem conhecer a sua história e a sua jornada. Levaram ele ao chão no auge da sua vitalidade. Nem mesmo a grossa armadura foi capaz de defende-lo. Não foi capa de jornal, não saiu no rádio. O espaço vazio tomou conta do jardim sem que ninguém percebesse.

Por anos, o velho sábio já havia avisado que o fim do guardião seria apenas o indício de tempestades muito piores e quedas muito maiores. O velho guardião morreu, a lama chegou, a floresta queimou, o mar caducou. Dizem que quando as brumas tomam conta da terra, é possível perceber viajando pelas árvores o espírito do velho guardião. 

É que ele continua entre nós.
Uma pena que o mundo esteja ocupado demais correndo contra o tempo.


Luisa Biondo é redatora, mas ama desenhar e fotografar. Atualmente trabalha em uma agência de marketing e nas horas vagas faz uns rabiscos que ficam guardados na gaveta.



Galeria

Apoie tradições populares. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.


Cadastre-se e receba as edições por e-mail!

Anúncios

Deixe uma resposta